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Dicas de Viagem

Marrocos - Guia Prático por Roth & Roth Tours

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CLIMA:
Com temperaturas mais frescas e com pequena possibilidade de chuvas em Fès, Rabat e Tânger, e temperaturas mais quentes em Marrakech e no Vale do Draa; a estação das chuvas começa em novembro, podendo estender-se até o começo de abril, provocando até queda de neve nas regiões montanhosas.

VESTIMENTAS: Apesar do Marrocos ser um país de clima extremamente seco e quente, pode apresentar surpreendentes variações térmicas, sobretudo no começo e no final do dia, sendo, às vezes, aconselhável o uso de agasalho leve. Por mais que o clima seja ameno, o sol é sempre causticante, exigindo alguma proteção (protetor solar, óculos escuros e chapéu). A despeito do clima, em se tratando de um país 100% muçulmano, alguns cuidados se fazem necessários, tais como:

1. Evitar o uso de shorts muito curtos curtos, mini-saias e blusas estilo regata, pois, apesar de não serem fundamentalistas, os costumes locais devem ser respeitados, ou seja, as pernas e ombros femininos são considerados "tabu", sendo liberado, entretanto, o uso de bermudas (mais compridas).

2. Em Fès e Moulay Idriss, cidades notadamente religiosas, e nas "medinas" (parte antiga das cidades), mesquitas (templos) e "medersas" (escolas corânicas), deve-se evitar até mesmo o uso de  bermudas, devendo-se optar por calças mais largas ou saias mais compridas.é

3. No item "calçados", dê preferência aos mais confortáveis, como tênis e sandálias, pois o calor intenso pode provocar o inchaço dos pés, além das condições do calçamento serem precárias, principalmente nas "medinas".Ò

4. O uso de maiôs e biquínis é perfeitamente normal nas piscinas dos hotéis, a despeito de ser considerado "esquisito" nas praias, sendo muito difícil ver-se alguma marroquina com traje de banho.Ü

5. Aconselha-se levar um par de meias socket na bolsa, para quando for entrar nas mesquitas, pois o piso, geralmente em mármore, nem sempre está revestido de tapetes, sendo desagradável pisar no chão frio.

 CÂMBIO: Não faça câmbio nos hotéis, procurando fazê-lo nos bancos, que oferecem taxas melhores, citando-se, para tanto, alguns deles: BMCE, BMCI, Banque Populaire, Uniban e Interbank. O horário de funcionamento é de segunda à sexta, das 08:30 às 11:30h e das 14:30 às 16:30h, podendo ocorrer variações de cidade para cidade, além das sextas-feiras, devido ao horário das orações.

 * Moeda corrente: Dirham.

 CARTÕES DE CRÉDITO: Excetuando-se os bancos, hotéis, restaurantes e lojas maiores, o resto do comércio praticamente desconhece a existência dos cartões de crédito, sobretudo o American Express (totalmente inútil), dando, inclusive, descontos para pagamento em dinheiro.

 CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES: Os Correios estão presentes nas grandes cidades, funcionando com surpreendente eficiência. Relativamente às Telecomunicações, não se pode dizer o mesmo, já que é impossível realizar-se PCV(ligação a cobrar) para o Brasil em telefones públicos; é possível ligar a cobrar apenas dos hotéis e dos correios, mas é muito mais caro. Procure ligar nos telefones públicos com moedas (com 50 DH, consegue-se falar aproximadamente 2 minutos, sendo mais barato aos sábados e domingos).

 * Código de Acesso: 00-55-11-Número desejado.

 IDIOMAS: No Marrocos, os idiomas dominantes são o árabe e o francês, sendo o inglês e o espanhol, muitas vezes, compreendidos.

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS: Em caso de necessidade, procure pelo "Syndicat d'Initiative", onde pode-se obter, além de mapas, guias oficiais e excursões. Não se arrisque com os "wannabe guides" (pessoas com pretensões a guia de turismo):

Casablanca - 55 Rue Omar Slaoui - Fone: 27-1177
Fès - Place de la Résistance - Fone: 62-3460
Marrakech - Place Abdelmoumen Ben Ali - Fone: 43-6131
Meknès - Place Administrative BP 278 - Fone: 52-4426
Rabat - 22 Avenue d'Alger - Fone: 73-0562
Tânger - 29 Boulevard Pasteur - Fone: 94-8661

GUIAS TURÍSTICOS / MOTORISTAS

Mohammed Tyouss - 11, Rue Imam Chatibi - Ville Nouvelle / 8, Rue 3 – Hay Tariki - Fone: (05) 61-2171 / Fax: (05) 93-2279 / 94-2186 / Cel: (01) 25-1826  – Fès. Testado

Mohammed Ryouq - Fone: (05) 70-0692 - Fès.

Abdellah Hoummane - Lot Tassaltante / 286, Rue Sinhaja - Syba - Fone: (04) 40-2376 / Táxi nº 28 - Marrakech. Testado

TRANSPORTES: Para os turistas, o meio mais eficaz de transporte, no perímetro urbano, é o "petit táxi",  havendo cores específicas para cada cidade; contudo, alguns cuidados devem ser tomados, a despeito de a tarifa ser irrisória:

1. Não aceite a intervenção de intermediários para pegar um táxi, pois o próximo passo será lhe "estender a mão", pedindo recompensa pelo inútil serviço.ê

2. Ao entrar no táxi, exija que o motorista ligue o taxímetro ("Faites marcher le compteur, s'il vous plaît"); em caso de recusa, saia imediatamente do carro e anote o nº do táxi, que se encontra em destaque nas portas.

3. Não pegue o "grand táxi" (geralmente, Mercedes-Benz) para circular no perímetro urbano, pois a sua tarifa é mais cara, já que, normalmente, eles fazem os trajetos entre as cidades, com preços pré-combinados, o que é vedado aos "petits táxis".Ñ

4. Transportes intermunicipais: nas cidades servidas por linhas férreas, procure utilizar os trens, que são um exemplo de eficiência, pois são muito confortáveis, climatizados, limpos e pontualíssimos; na ausência de trens, utilize os ônibus (que não possuem toilettes), cujos serviços variam de "excelente" (Supratours) a "inusitado" (Satas, suportável com uma boa dose de bom humor); tanto os trens quanto os ônibus oferecem preços muito razoáveis.

SANITÁRIOS: Para os padrões brasileiros, os sanitários marroquinos podem ser um pouco chocantes: nos hotéis e restaurantes, eles são convencionais; porém, algumas vezes, apesar de limpos, eles não possuem o "vaso sanitário", mas, sim, "latrinas". Convém ser cuidadoso, pois, principalmente nas estradas, as condições de uso são, muitas vezes, deploráveis, não havendo sequer papel higiênico, sendo aconselhável sempre levar um pouco consigo.

SEGURANÇA:

1. Nos hotéis: os cuidados a serem tomados são os mesmos no mundo todo, recomendando-se cadeados para as valises e a conservação de objetos de valor nos cofres.

2. Nas cidades: apesar do Marrocos ser um país onde o item "segurança" é levado a extremos, todo cuidado é pouco em se tratando de bolsas, carteiras e, especialmente, passaportes, sobretudo em Tanger (não tão segura, por ser a cidade mais próxima da Europa) e na Praça Djeema-el-Fna, em Marrakech (por causa da enorme concentração de pessoas). Não é recomendável para mulheres andarem desacompanhadas pelas "medinas", ainda mais nas ruelas e ao cair da noite. Em caso de emergência, chame pela polícia, que é muito prestativa e eficaz. Não é necessário se preocupar, contudo, com assaltos à mão armada, já que, no Marrocos, a posse de arma de fogo é proibida por lei.

3. Jóias: apesar de toda a segurança, não é comum o uso de jóias pelas marroquinas; assim, evite adornos chamativos.

CUIDADOS COM SAÚDE:

1. Água: não beba, de modo algum, a água da torneira, pois mesmo fervida, apresenta grande quantidade de partículas minerais. Evite, ainda, tomar bebidas com pedras de gelo, já que não se sabe de onde provém a água que se congela (exceção : em qualquer das filiais do McDonald's esse cuidado pode ser desprezado, pois a água é filtrada). A água mineral marroquina é bastante confiável, sobretudo as marcas "Sidi Ali" e "Sidi Harazem", sendo um exagero beber somente água mineral francesa, devendo somente verificar se o lacre se encontra intacto.Å

2. Frutas: a despeito de ser um país muito seco, há uma grande fartura em termos de frutas de ótima qualidade, devendo apenas tomar o cuidado de lavá-las muito bem antes de consumir.€

3. Verduras e legumes: evite comer verduras e legumes crus, pois nunca se sabe de que maneira eles foram lavados.º

4. Alimentos em geral: não há cuidados especiais a serem tomados, devendo-se apenas usar o bom senso quanto ao aspecto dos alimentos e dos locais onde eles são oferecidos.

COSTUMES SOCIAIS:

1. Evite, de todas as formas, olhar diretamente ("encarar") um homem marroquino, pois tal atitude é, geralmente, considerada como um "convite", sendo muito útil o uso de óculos escuros.©

2. Não estranhe o fato de os homens andarem de braços e mãos dadas, além de se beijarem no rosto, pois, para eles, é sinal de amizade e grande intimidade.º

3. Evite rir ou sorrir, quando o assunto em pauta for "religião" ou "política", uma vez que eles se ofendem facilmente, valendo o mesmo para as pessoas que rezam nas ruas.v

4. Se precisar de informações, peça a um policial ou às mulheres, no caso de não haver lojas por perto.l

5. Se quiser fotografar as pessoas, peça permissão e não insista se a resposta for negativa. )

6. É muito comum, principalmente nas lojas, se oferecer o famoso "thé à la menthe" (chá de hortelã): muito quente e extremamente doce, deve ser sempre aceito e elogiado, caso contrário é tão ofensivo, a ponto de criar incidentes diplomáticos, pois equivale ao "cachimbo da paz" ...   

7. Convém sempre escutar com atenção as explicações dos marroquinos, sejam eles guias, comerciantes ou artesãos, mesmo que já se conheça o assunto em pauta e ainda que não haja interesse em comprar, pois, uma vez mais, a recusa equivale a uma ofensa.R

8. Os comerciantes são sempre gentis, a despeito da gentileza e da cortesia serem geradas pelo interesse; todavia, essa regra não vale para o povo em geral, que é muito cortês e solícito, desinteressadamente, com exceção dos policiais lotados nos controles de portos e aeroportos, que são extremamente secos e desconfiados.?

9. Um dos hábitos marroquinos é a "pechincha": tem -se a impressão que as vendas não têm valor, se o comprador não barganhar; de início, não se deve demonstrar interesse pelo artigo desejado, para, depois, oferecer 1/3 da quantia solicitada, quando, então, chega-se a um acordo, após um divertido embate.¨

10. Com exceção das grandes cidades como Casablanca e Rabat, as mulheres não costumam freqüentar bares e cafés, sendo redutos exclusivamente masculinos.

ALIMENTAÇÃO: O Marrocos é um país repleto de sabores e aromas exóticos, a começar pelo pão: diferente do pão árabe encontrado no Brasil, assemelha-se à uma "baguette" redonda e chata, sendo delicioso. Um dos pratos mais famosos é o "couscous": feito à base de semolina, legumes e carnes, é muito saboroso, não se assemelhando, porém, em nada à versão brasileira. Destaca-se, ainda, o "tajine": espécie de refogado feito em terrinas de barro sobre o carvão, podendo ser com peixe, carne, carneiro, frango ou coelho. Outra das atrações da culinária marroquina é a "pastilla": imperdível torta de massa folhada, recheada com aves, nozes e especiarias, e coberta com açúcar e canela. No item sobremesa, os sorvetes são obrigatórios,  possuindo sabores bastante diferentes, além dos doces, como "cornes de gazelle" (folhado recheado com amêndoas e coberto com calda de açúcar), que são simplesmente deliciosos. Relativamente às bebidas, deve-se lembrar que, sendo um país islâmico, o consumo de bebidas alcoólicas é tolerado, não sendo, contudo, largamente difundido, apesar de haver boas marcas de cerveja, como a "Flag Spéciale"; há, ainda, o "Cigogne", um refrigerante do tipo soda limonada muito saboroso.

 A despeito de a comida no Marrocos ser extremamente barata, os guias costumam levar os turistas nos restaurantes mais caros, devendo, então, ser adotada a estratégia do "segundo cardápio": quase todos os restaurantes possuem dois cardápios, sendo que o primeiro oferecido ao turista é o mais caro, apresentando uma série de pratos combinados; o segundo, bem mais em conta, oferece pratos "à la carte"; portanto, não se envergonhe e peça o cardápio "à la carte".

LAZER: No Marrocos, o lazer é limitado aos cinemas (muito confortáveis e baratos, exibem filmes não tão atuais com dublagem em francês, tendo como único incoveniente a existência de salas para fumantes), às discotecas (geralmente localizadas nos grandes hotéis, não apresentam grandes atrativos, se comparadas às versões nacionais) e aos shows folclóricos (apresentados nos grandes hotéis e restaurantes típicos, são uma verdadeira miscelânea do folclore árabe, mostrando, inclusive, a famosa "dança do ventre", que não é, de modo algum, originária do Marrocos). Uma das maiores atrações do país encontra-se nas ruas, com suas edificações características e o seu povo tão singular.

COMPRAS: Antes de tudo, deve-se esclarecer que uma dose extra de paciência é muito necessária para fazer compras no Marrocos, pois, nos "souqs" (mercados no interior das "medinas"), os comerciantes praticamente "fisgam" (literalmente) os turistas; já no interior das lojas, eles aproveitam para "empurrar"  todos os seus artigos (mesmo os mais inúteis) para cima dos estrangeiros, enquanto encenam o famoso "ritual do chá de hortelã", alardeando que os seus produtos são os melhores e com os melhores preços, sendo que nem sempre isso é verdade  (é freqüente ouvir-se que os comerciantes de Fès compram os tapetes em Marrakech, e vice-versa); portanto, interessando-se por algum artigo e achando o preço conveniente, compre e faça "ouvidos de mercador" para todos, devendo prestar atenção somente à relação "preço-qualidade", pois há muita bugiganga disfarçada de artigo genuíno. As oficinas de artesanato são exceção à essa regra, pois, sendo patrocinadas pelo governo, vendem artigos de excelente qualidade, apresentando como única desvantagem o fato de seus preços serem mais altos e, ainda, de não admitir a tradicional instituição da "pechincha" na transação. A seguir, uma relação dos itens marroquinos mais característicos:

a.) Tapetes: sem dúvida alguma, os próprios comerciantes confessam que a primeira (e única) coisa que os turistas querem comprar no Marrocos é um tapete. O mais famoso deles é o kilim, sendo, devido ao seu padrão intrincado e à seda utilizada, o mais caro de todos; o mais característico, no entanto, é o tapete de Rabat, que apresenta um motivo central e contornos extremamente elaborados; outro exemplo é o bérbere, facilmente identificável por não ter contornos e, ainda, por exibir os símbolos caractrísticos em seus cantos.
b.) Metais: os marroquinos são grandes artesãos, sobretudo quando o assunto é metal, seja ele cobre, prata, bronze, alpaca ou latão, havendo grande variedade de objetos, entre pratos, bules, lâmpadas, armas, etc.
c.) Madeira:
uma vez mais, pode-se notar a desenvoltura dos artesãos através dos diversos tipos de escultura em madeira, predominando o cedro e a tuia, indo desde simples estatuetas até complicados trabalhos em marchetaria.
d.) Couro: os marroquinos são os precursores na elaboração de artigos de couro, advindo daí o termo "maroquinerie"; seus produtos são de excelente qualidade, incluindo-se aí, além das bolsas, os famosos "babouches", usados tanto pelas mulheres, quanto pelos homens.
e.) Cerâmica: mais uma vez mostrando a habilidade manual dos marroquinos, as peças em cerâmica assemelham-se muito aos exemplares portugueses, apresentando um colorido intenso e sendo utilizadas no quotidiano.
f.) Bordados: chamadas "trousseau de marriage", as toalhas (de banquete, de chá, etc.) bordadas pelas bérberes são um verdadeiro 'quebra-cabeça", pois difere-se do 'ponto-de-cruz' por um singular motivo: não há avesso, podendo ser utilizadas de qualquer lado.
g.) Roupas:
há grande variedade de roupas típicas orientais, entre elas o "jellaba" (tipo de capa longa com capuz) e o "kaftan" (tipo de camisolão, geralmente bordado), devendo prestar atenção para a qualidade do tecido e do acabamento.

PONTOS DE INTERESSE NAS CIDADES:

 1. TÂNGER: "medina" (parte antiga da cidade); Grand Socco (mercado); "kasbah" (fortificação - a melhor atração da cidade); Old American Legation Museum (localizado no antigo Consulado Americano, foi doado ao Marrocos, por ter sido ele o primeiro país do mundo a reconhecer a independência dos Estados Unidos; abriga acervo que descreve a história da cidade, além de ser o local onde agentes americanos e ingleses ajudaram a planejar a invasão da África do Norte em 1.942.); área da Ville Nouvelle (cidade nova), compreendida entre a Place de France e o Boulevard Pasteur (há muitos restaurantes e docerias).

 2.  FÈS:

a.) "Medina": a mais característica de todas, com mais de 9.000 ruas, contendo nos seus limites o Jardins Bou-Jeloud, o Cemitério Israelita, as "tanneries" (curtume - o cheiro é insuportável!), a "Medersa El-Attarine" (pode ser visitada), a "Medersa Bou-Inania" (a mais bonita da cidade, estando próxima da Bab Bou-Jeloud - Porta), além das diversas mesquitas (que só podem ser vistas por fora) e do Palácio Real (o mais bonito do Marrocos).

b.) Tour des Remparts: se não for feito com a excursão, pegue um "petit táxi" e faça o circuito das muralhas, parando, principalmente, na Tumba dos Merenidas, de onde se tem uma fantástica vista da cidade.

c.) Ville Nouvelle: parte nova da cidade, onde estão localizados os hotéis, restaurantes, cafés, cinemas, etc., além da mesquita nova (muito bonita).   

TOURS A PARTIR DE FÈS:

a.) Sefrou (cidade antes povoada por judeus, que possui um recanto com uma bonita cachoeira), Bhalil (interessante cidade de coloração branca, com população predominatemente bérbere  que habita as cavernas), Ifrane (cidade universitária, localizada nas montanhas, que parece mais uma vila suíça do que uma cidade marroquina) e Azrou (tradicional cidade bérbere, que possui uma belíssima mesquita toda trabalhada em cedro, além de uma oficina de artesanato, que oferece trabalhos em cedro, em ferro fundido, além dos tapetes bérberes feito por meninas.). Você passará também pelo lindo Lago Aoua e pela Floresta de Cedros, povoada por macacos.

b.) Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 a.C., com incríveis mosaicos, destacando-se o fórum, as termas e o Arco de Caracala. Atenção: antes de passar pela bilheteria, compre um mapa na loja de souvenirs, o que evitará ser acompanhada por um daqueles guias "grudentos".) e Moulay Idriss (cidade santa onde se encontra a Tumba de Moulay Idriss e o Mausoléu de Sidi Rachidia,  servindo, assim, de substituta para Meca; sendo uma cidade de peregrinações, não permite, por isso mesmo, o pernoite de não-muçulmanos; possui também, fora das muralhas da cidade, uma piscina natural de água sulfurosa, que data da época dos romanos. Atenção: aconselha-se adotar um guia local, que o guiará pela complicada geografia da cidade.).

3. MEKNÈS: "tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; "medina"; o Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,  o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",  além dos jardins suspensos com oliveiras; Mausoléu de Moulay Ismailia (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos; Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Relativamente ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo, só que elaborados com ferro e prata. 

4. MARRAKECH: Palácio de la Bahia ("A Preferida" - Construção muito bonita, que  era ocupada pelo vizir, possuindo até um harém, só podendo ser vista com guia local); Palácio Badii (Ruínas do palácio, que foi demolido para a construção do Palácio Real de Meknès - Dispense o guia local e não deixe de subir na torre.); "herboriste" (tipo de farmácia bérbere, repleta dos mais esquisitos produtos); Tumbas Saadianas (construídas em 1500 por Moulay Mansour); Palácio Real; "medina"; Medersa Ali Ben Youssef (escola teológica, tendo sido a maior do Magreb); Praça Djeema-el-Fna (simplesmente impressionante, por reunir contadores de história, encantadores de serpente, malabaristas, vendedores de água, além de uma praça de alimentação invejável, com sabores, aromas e cores dos mais exóticos. Atenção: não deixe de visitá-la, mas fique atento a bolsas, carteiras e demais objetos de valor.); Jardim da Ménara (jardim antes reservado ao uso exclusivo dos sultões e califas); "Tanneries" (curtume); Mesquita da Koutubia (do século XII, possui uma torre de 70m de altura); inevitável fotografia sobre um dromedário.  

TOURS A PARTIR DE MARRAKECH:

a.) Ouarzazate: chamada de "Bab Sahara" (Porta do Sahara), é o início da rota dos "kasbahs" (fortificações totalmente construídas com palha e barro), sendo o mais famoso deles o "Kasbah Taourirte", que foi até cenário do filme "A Jóia do Nilo". Não se conhece realmente o Marrocos, até encontrar-se um panorama como este ! A estrada até aqui já é considerada, por si só, uma atração.

b.) Ouarzazate e Zagora: para conseguir cumprir esse roteiro, é necessário sair de Marrakech às 06:00h da manhã, aproximadamente, para conseguir estar de volta à meia-noite, pois a estrada, além de montanhosa, é excessivamente sinuosa. Após passar por Ouarzazate, começa o Deserto do Sahara, passando pela paisagem inóspita do Vale do Rio Draa e seus incríveis oásis, até chegar à Zagora, uma cidade do Velho Oeste em pleno deserto africano, cujos únicos atrativos são as tempestades de areia, passeios de camelo e situar-se a, aproximadamente, 28 km das dunas ! Aconselha-se levar provisões comestíveis e muita, muita água, pois, no trecho entre Ouarzazate e Zagora, bares e restaurantes simplesmente inexistem !

5. CASABLANCA: indubitavelmente, a maior atração da cidade, inclusve por sua privilegiada localização, é a monumental Mesquita Hassan II ("tapetes" de mármore aquecido; teto retrátil; lustres de cristal Murano pesando 1 tonelada; entalhes em cedro do Atlas e em folhas de ouro importadas da França; coloração pastel, o que a distingue das demais mesquitas; sala de purificação, com diversas fontes de mármore em forma de flor de lótus; no futuro, haverá, ainda, uma biblioteca, um museu do Corão e um banho turco), mas, se  não for com a excursão, pegue um "petit táxi" e vá vê-la (os tours são guiados, começando, pontualmente, às 09:00, 10:00, 11:00 e 14:00h); Praça Mohammed V (um dos poucos lugares bonitos da cidade); Quartier Européan (Bairro Europeu, onde, além do Mercado Municipal, com grande variedade de frutas frescas e secas, há uma enorme concentração de cafés e docerias, que oferecem deliciosos salgados e doces árabes e europeus); Parc de la Ligue Arabe (o maior parque da cidade, que, a despeito de exibir um layout tipicamente francês, possui uma flora mais próxima dos exemplares africanos, sendo um bom lugar para relaxar e tomar um café; abriga, também, o Parque de Diversões Yasmina, que não chega a ser nenhum Playcenter...); Catedral Sacré-Coeur (situada numa das esquinas do Parc de La Ligue Arabe, em estilo Art Déco, deixou há muito de ser um templo sagrado, estando reservado para o seu futuro a instalação de um centro cultural); Sidi Abderrahman (rochedo próximo às praias de 'Ain Diab que, com a maré alta, fica totalmente isolado do continente, e onde situa-se o Mausoléu de Sidi Abderrahman; apesar do acesso ao templo não ser permitido a não-muçulmanos, o local, em si, é muito bonito).

6. RABAT: Tour Hassan (resta apenas uma torre de 44m, do que era para ter sido o mais alto minarete do mundo islâmico; da mesquita, destruída por um terremoto em 1755, restaram somente os pilares); Mausoléu de Mohammed V (situado ao lado da Tour Hassan, contém os restos mortais do pai do atual rei); Kasbah des Oudaias (é totalmente desnecessário adotar um guia, já que, entrando pela enorme "Bab Oudaia" - Porta -, é só seguir pela Rue Jamaa - a principal - até chegar ao terraço, de onde se descortina uma bonita vista das praias de Rabat; à sua esquerda, encontra-se a antiga mesquita, datando do século XII; nos seus limites, situam-se também o Museu de Arte Marroquina, o Jardim Andaluz e o Cafè Maure, que, com uma bela vista do rio e do mar, serve refrigerantes e doces típicos.); Chellah (necrópole construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana Sala Colônia; Museu Arqueológico (sem dúvida, o melhor museu do Marrocos); Palácio Real.

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