CORREIOS
E TELECOMUNICAÇÕES:
Os
Correios estão presentes nas grandes cidades, funcionando com
surpreendente eficiência. Relativamente às
Telecomunicações, não se pode dizer o mesmo, já que é
impossível realizar-se PCV(ligação a cobrar) para o Brasil
em telefones públicos; é possível ligar a cobrar apenas dos
hotéis e dos correios, mas é muito mais caro. Procure ligar
nos telefones públicos com moedas (com 50 DH, consegue-se
falar aproximadamente 2 minutos, sendo mais barato aos
sábados e domingos).
*
Código de Acesso:
00-55-11-Número desejado.
IDIOMAS:
No
Marrocos, os idiomas dominantes são o árabe e o francês,
sendo o inglês e o espanhol, muitas vezes, compreendidos.
INFORMAÇÕES
TURÍSTICAS:
Em
caso de necessidade, procure pelo "Syndicat d'Initiative",
onde pode-se obter, além de mapas, guias oficiais e
excursões. Não se arrisque com os "wannabe guides"
(pessoas com pretensões a guia de turismo):
Casablanca
-
55 Rue Omar Slaoui - Fone: 27-1177 GUIAS TURÍSTICOS / MOTORISTAS
Mohammed
Tyouss
- 11, Rue Imam Chatibi - Ville Nouvelle / 8, Rue 3 – Hay
Tariki - Fone: (05) 61-2171 / Fax: (05) 93-2279 / 94-2186 /
Cel: (01) 25-1826 –
Fès. Testado
Mohammed
Ryouq
- Fone: (05) 70-0692 - Fès.
Abdellah
Hoummane - Lot
Tassaltante / 286, Rue Sinhaja - Syba - Fone: (04) 40-2376 /
Táxi nº 28 - Marrakech. Testado
TRANSPORTES:
Para
os turistas, o meio mais eficaz de transporte, no perímetro
urbano, é o "petit táxi",
havendo cores específicas para cada cidade; contudo,
alguns cuidados devem ser tomados, a despeito de a tarifa ser
irrisória:
1.
Não aceite a intervenção de intermediários para pegar um
táxi, pois o próximo passo será lhe "estender a
mão", pedindo recompensa pelo inútil serviço.ê
2.
Ao entrar no táxi, exija que o motorista ligue o taxímetro
("Faites marcher le compteur, s'il vous plaît"); em
caso de recusa, saia imediatamente do carro e anote o nº do
táxi, que se encontra em destaque nas portas.
3.
Não pegue o "grand táxi" (geralmente,
Mercedes-Benz) para circular no perímetro urbano, pois a sua
tarifa é mais cara, já que, normalmente, eles fazem os
trajetos entre as cidades, com preços pré-combinados, o que
é vedado aos "petits táxis".Ñ
4.
Transportes intermunicipais: nas cidades servidas por linhas
férreas, procure utilizar os trens, que são um exemplo de
eficiência, pois são muito confortáveis, climatizados,
limpos e pontualíssimos; na ausência de trens, utilize os
ônibus (que não possuem toilettes), cujos serviços variam
de "excelente" (Supratours) a "inusitado"
(Satas, suportável com uma boa dose de bom humor); tanto os
trens quanto os ônibus oferecem preços muito razoáveis.
SANITÁRIOS:
Para
os padrões brasileiros, os sanitários marroquinos podem ser
um pouco chocantes: nos hotéis e restaurantes, eles são
convencionais; porém, algumas vezes, apesar de limpos, eles
não possuem o "vaso sanitário", mas, sim,
"latrinas". Convém ser cuidadoso, pois,
principalmente nas estradas, as condições de uso são,
muitas vezes, deploráveis, não havendo sequer papel
higiênico, sendo aconselhável sempre levar um pouco consigo.
SEGURANÇA:
2.
Nas cidades: apesar do Marrocos ser um país onde o item
"segurança" é levado a extremos, todo cuidado é
pouco em se tratando de bolsas, carteiras e, especialmente,
passaportes, sobretudo em Tanger (não tão segura, por ser a
cidade mais próxima da Europa) e na Praça Djeema-el-Fna, em
Marrakech (por causa da enorme concentração de pessoas).
Não é recomendável para mulheres andarem desacompanhadas
pelas "medinas", ainda mais nas ruelas e ao cair da
noite. Em caso de emergência, chame pela polícia, que é
muito prestativa e eficaz. Não é necessário se preocupar,
contudo, com assaltos à mão armada, já que, no Marrocos, a
posse de arma de fogo é proibida por lei.
3.
Jóias: apesar de toda a segurança, não é comum o uso de
jóias pelas marroquinas; assim, evite adornos chamativos.
CUIDADOS
COM SAÚDE:
1.
Água: não beba, de modo algum, a água da torneira, pois
mesmo fervida, apresenta grande quantidade de partículas
minerais. Evite, ainda, tomar bebidas com pedras de gelo, já
que não se sabe de onde provém a água que se congela
(exceção : em qualquer das filiais do McDonald's esse
cuidado pode ser desprezado, pois a água é filtrada). A
água mineral marroquina é bastante confiável, sobretudo as
marcas "Sidi Ali" e "Sidi Harazem", sendo
um exagero beber somente água mineral francesa, devendo
somente verificar se o lacre se encontra intacto.Å
2.
Frutas: a despeito de ser um país muito seco, há uma grande
fartura em termos de frutas de ótima qualidade, devendo
apenas tomar o cuidado de lavá-las muito bem antes de
consumir.€
3.
Verduras e legumes: evite comer verduras e legumes crus, pois
nunca se sabe de que maneira eles foram lavados.º
4.
Alimentos em geral: não há cuidados especiais a serem
tomados, devendo-se apenas usar o bom senso quanto ao aspecto
dos alimentos e dos locais onde eles são oferecidos.
COSTUMES
SOCIAIS:
1.
Evite, de todas as formas, olhar diretamente
("encarar") um homem marroquino, pois tal atitude
é, geralmente, considerada como um "convite", sendo
muito útil o uso de óculos escuros.©
2.
Não estranhe o fato de os homens andarem de braços e mãos
dadas, além de se beijarem no rosto, pois, para eles, é
sinal de amizade e grande intimidade.º
3.
Evite rir ou sorrir, quando o assunto em pauta for
"religião" ou "política", uma vez que
eles se ofendem facilmente, valendo o mesmo para as pessoas
que rezam nas ruas.v
4.
Se precisar de informações, peça a um policial ou às
mulheres, no caso de não haver lojas por perto.l
5.
Se quiser fotografar as pessoas, peça permissão e não
insista se a resposta for negativa. )
6.
É muito comum, principalmente nas lojas, se oferecer o famoso
"thé à la menthe" (chá de hortelã): muito quente
e extremamente doce, deve ser sempre aceito e elogiado, caso
contrário é tão ofensivo, a ponto de criar incidentes
diplomáticos, pois equivale ao "cachimbo da paz"
...
7.
Convém sempre escutar com atenção as explicações dos
marroquinos, sejam eles guias, comerciantes ou artesãos,
mesmo que já se conheça o assunto em pauta e ainda que não
haja interesse em comprar, pois, uma vez mais, a recusa
equivale a uma ofensa.R
8.
Os comerciantes são sempre gentis, a despeito da gentileza e
da cortesia serem geradas pelo interesse; todavia, essa regra
não vale para o povo em geral, que é muito cortês e
solícito, desinteressadamente, com exceção dos policiais
lotados nos controles de portos e aeroportos, que são
extremamente secos e desconfiados.?
9.
Um dos hábitos marroquinos é a "pechincha": tem
-se a impressão que as vendas não têm valor, se o comprador
não barganhar; de início, não se deve demonstrar interesse
pelo artigo desejado, para, depois, oferecer 1/3 da quantia
solicitada, quando, então, chega-se a um acordo, após um
divertido embate.¨
10.
Com exceção das grandes cidades como Casablanca e Rabat, as
mulheres não costumam freqüentar bares e cafés, sendo
redutos exclusivamente masculinos.
ALIMENTAÇÃO:
O
Marrocos é um país repleto de sabores e aromas exóticos, a
começar pelo pão: diferente do pão árabe encontrado no
Brasil, assemelha-se à uma "baguette" redonda e
chata, sendo delicioso. Um dos pratos mais famosos é o "couscous":
feito à base de semolina, legumes e carnes, é muito
saboroso, não se assemelhando, porém, em nada à versão
brasileira. Destaca-se, ainda, o "tajine": espécie
de refogado feito em terrinas de barro sobre o carvão,
podendo ser com peixe, carne, carneiro, frango ou coelho.
Outra das atrações da culinária marroquina é a "pastilla":
imperdível torta de massa folhada, recheada com aves, nozes e
especiarias, e coberta com açúcar e canela. No item
sobremesa, os sorvetes são obrigatórios,
possuindo sabores bastante diferentes, além dos doces,
como "cornes de gazelle" (folhado recheado com
amêndoas e coberto com calda de açúcar), que são
simplesmente deliciosos. Relativamente às bebidas, deve-se
lembrar que, sendo um país islâmico, o consumo de bebidas
alcoólicas é tolerado, não sendo, contudo, largamente
difundido, apesar de haver boas marcas de cerveja, como a
"Flag Spéciale"; há, ainda, o "Cigogne",
um refrigerante do tipo soda limonada muito saboroso.
A
despeito de a comida no Marrocos ser extremamente barata, os
guias costumam levar os turistas nos restaurantes mais caros,
devendo, então, ser adotada a estratégia do "segundo
cardápio": quase todos os restaurantes possuem dois
cardápios, sendo que o primeiro oferecido ao turista é o
mais caro, apresentando uma série de pratos combinados; o
segundo, bem mais em conta, oferece pratos "à la carte";
portanto, não se envergonhe e peça o cardápio "à la
carte".
LAZER:
No
Marrocos, o lazer é limitado aos cinemas (muito confortáveis
e baratos, exibem filmes não tão atuais com dublagem em
francês, tendo como único incoveniente a existência de
salas para fumantes), às discotecas (geralmente localizadas
nos grandes hotéis, não apresentam grandes atrativos, se
comparadas às versões nacionais) e aos shows folclóricos
(apresentados nos grandes hotéis e restaurantes típicos,
são uma verdadeira miscelânea do folclore árabe, mostrando,
inclusive, a famosa "dança do ventre", que não é,
de modo algum, originária do Marrocos). Uma das maiores
atrações do país encontra-se nas ruas, com suas
edificações características e o seu povo tão singular.
COMPRAS:
Antes
de tudo, deve-se esclarecer que uma dose extra de paciência
é muito necessária para fazer compras no Marrocos, pois, nos
"souqs" (mercados no interior das "medinas"),
os comerciantes praticamente "fisgam" (literalmente)
os turistas; já no interior das lojas, eles aproveitam para
"empurrar" todos
os seus artigos (mesmo os mais inúteis) para cima dos
estrangeiros, enquanto encenam o famoso "ritual do chá
de hortelã", alardeando que os seus produtos são os
melhores e com os melhores preços, sendo que nem sempre isso
é verdade (é freqüente ouvir-se que os comerciantes de Fès compram
os tapetes em Marrakech, e vice-versa); portanto,
interessando-se por algum artigo e achando o preço
conveniente, compre e faça "ouvidos de mercador"
para todos, devendo prestar atenção somente à relação
"preço-qualidade", pois há muita bugiganga
disfarçada de artigo genuíno. As oficinas de artesanato são
exceção à essa regra, pois, sendo patrocinadas pelo
governo, vendem artigos de excelente qualidade, apresentando
como única desvantagem o fato de seus preços serem mais
altos e, ainda, de não admitir a tradicional instituição da
"pechincha" na transação. A seguir, uma relação
dos itens marroquinos mais característicos:
a.)
Tapetes:
sem dúvida alguma, os próprios comerciantes confessam que a
primeira (e única) coisa que os turistas querem comprar no
Marrocos é um tapete. O mais famoso deles é o kilim, sendo,
devido ao seu padrão intrincado e à seda utilizada, o mais
caro de todos; o mais característico, no entanto, é o tapete
de Rabat, que apresenta um motivo central e contornos
extremamente elaborados; outro exemplo é o bérbere,
facilmente identificável por não ter contornos e, ainda, por
exibir os símbolos caractrísticos em seus cantos.
PONTOS
DE INTERESSE NAS CIDADES:
1.
TÂNGER:
"medina"
(parte antiga da cidade); Grand Socco (mercado); "kasbah"
(fortificação - a melhor atração da cidade); Old American
Legation Museum (localizado no antigo Consulado Americano, foi
doado ao Marrocos, por ter sido ele o primeiro país do mundo
a reconhecer a independência dos Estados Unidos; abriga
acervo que descreve a história da cidade, além de ser o
local onde agentes americanos e ingleses ajudaram a planejar a
invasão da África do Norte em 1.942.); área da Ville
Nouvelle (cidade nova), compreendida entre a Place de France e
o Boulevard Pasteur (há muitos restaurantes e docerias).
2.
FÈS:
a.)
"Medina": a mais característica de todas, com mais
de 9.000 ruas, contendo nos seus limites o Jardins Bou-Jeloud,
o Cemitério Israelita, as "tanneries" (curtume - o
cheiro é insuportável!), a "Medersa El-Attarine"
(pode ser visitada), a "Medersa Bou-Inania" (a mais
bonita da cidade, estando próxima da Bab Bou-Jeloud - Porta),
além das diversas mesquitas (que só podem ser vistas por
fora) e do Palácio Real (o mais bonito do Marrocos).
b.)
Tour des Remparts: se não for feito com a excursão, pegue um
"petit táxi" e faça o circuito das muralhas,
parando, principalmente, na Tumba dos Merenidas, de onde se
tem uma fantástica vista da cidade.
c.)
Ville Nouvelle: parte nova da cidade, onde estão localizados
os hotéis, restaurantes, cafés, cinemas, etc., além da
mesquita nova (muito bonita).
TOURS
A PARTIR DE FÈS:
a.)
Sefrou (cidade
antes povoada por judeus, que possui um recanto com uma bonita
cachoeira), Bhalil (interessante cidade de coloração branca,
com população predominatemente bérbere
que habita as cavernas), Ifrane (cidade universitária,
localizada nas montanhas, que parece mais uma vila suíça do
que uma cidade marroquina) e Azrou (tradicional cidade
bérbere, que possui uma belíssima mesquita toda trabalhada
em cedro, além de uma oficina de artesanato, que oferece
trabalhos em cedro, em ferro fundido, além dos tapetes
bérberes feito por meninas.). Você passará também pelo
lindo Lago Aoua e pela Floresta de Cedros, povoada por
macacos.
b.)
Volubilis (imensas
ruínas romanas datando de 28 a.C., com incríveis mosaicos,
destacando-se o fórum, as termas e o Arco de Caracala.
Atenção: antes de passar pela bilheteria, compre um mapa na
loja de souvenirs, o que evitará ser acompanhada por um
daqueles guias "grudentos".) e Moulay Idriss (cidade
santa onde se encontra a Tumba de Moulay Idriss e o Mausoléu
de Sidi Rachidia, servindo,
assim, de substituta para Meca; sendo uma cidade de
peregrinações, não permite, por isso mesmo, o pernoite de
não-muçulmanos; possui também, fora das muralhas da cidade,
uma piscina natural de água sulfurosa, que data da época dos
romanos. Atenção:
aconselha-se adotar um guia local, que o guiará pela
complicada geografia da cidade.).
3.
MEKNÈS:
"tour des remparts", circuito das muralhas, que
passa pelas diversas portas ("babs") da cidade;
"medina"; o Palácio Real, com seus fantásticos
estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos
cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,
o reservatório com uma "nouria" (monjolo),
apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",
além dos jardins suspensos com oliveiras; Mausoléu de
Moulay Ismailia (construtor da fortaleza, que teve 500
mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem
ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos;
Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os
hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado
persa". Relativamente ao artesanato, seu forte são os
"damasquinados": semelhantes aos trabalhos
encontrados em Toledo, só que elaborados com ferro e prata.
4.
MARRAKECH:
Palácio
de la Bahia ("A Preferida" - Construção muito
bonita, que era
ocupada pelo vizir, possuindo até um harém, só podendo ser
vista com guia local); Palácio Badii (Ruínas do palácio,
que foi demolido para a construção do Palácio Real de
Meknès - Dispense o guia local e não deixe de subir na
torre.); "herboriste" (tipo de farmácia bérbere,
repleta dos mais esquisitos produtos); Tumbas Saadianas
(construídas em 1500 por Moulay Mansour); Palácio Real;
"medina"; Medersa Ali Ben Youssef (escola
teológica, tendo sido a maior do Magreb); Praça
Djeema-el-Fna (simplesmente impressionante, por reunir
contadores de história, encantadores de serpente,
malabaristas, vendedores de água, além de uma praça de
alimentação invejável, com sabores, aromas e cores dos mais
exóticos. Atenção: não deixe de visitá-la, mas fique
atento a bolsas, carteiras e demais objetos de valor.); Jardim
da Ménara (jardim antes reservado ao uso exclusivo dos
sultões e califas); "Tanneries" (curtume); Mesquita
da Koutubia (do século XII, possui uma torre de 70m de
altura); inevitável fotografia sobre um dromedário.
TOURS
A PARTIR DE MARRAKECH:
a.)
Ouarzazate:
chamada de "Bab Sahara" (Porta do Sahara), é o
início da rota dos "kasbahs" (fortificações
totalmente construídas com palha e barro), sendo o mais
famoso deles o "Kasbah Taourirte", que foi até
cenário do filme "A Jóia do Nilo". Não se conhece
realmente o Marrocos, até encontrar-se um panorama como este
! A estrada até aqui já é considerada, por si só, uma
atração.
b.)
Ouarzazate e Zagora:
para conseguir cumprir esse roteiro, é necessário sair de
Marrakech às 06:00h da manhã, aproximadamente, para
conseguir estar de volta à meia-noite, pois a estrada, além
de montanhosa, é excessivamente sinuosa. Após passar por
Ouarzazate, começa o Deserto do Sahara, passando pela
paisagem inóspita do Vale do Rio Draa e seus incríveis
oásis, até chegar à Zagora, uma cidade do Velho Oeste em
pleno deserto africano, cujos únicos atrativos são as
tempestades de areia, passeios de camelo e situar-se a,
aproximadamente, 28 km das dunas ! Aconselha-se levar
provisões comestíveis e muita, muita água, pois, no trecho
entre Ouarzazate e Zagora, bares e restaurantes simplesmente
inexistem !
5.
CASABLANCA: indubitavelmente,
a maior atração da cidade, inclusve por sua privilegiada
localização, é a monumental Mesquita Hassan II
("tapetes" de mármore aquecido; teto retrátil;
lustres de cristal Murano pesando 1 tonelada; entalhes em
cedro do Atlas e em folhas de ouro importadas da França;
coloração pastel, o que a distingue das demais mesquitas;
sala de purificação, com diversas fontes de mármore em
forma de flor de lótus; no futuro, haverá, ainda, uma
biblioteca, um museu do Corão e um banho turco), mas, se
não for com a excursão, pegue um "petit
táxi" e vá vê-la (os tours são guiados, começando,
pontualmente, às 09:00, 10:00, 11:00 e 14:00h); Praça
Mohammed V (um dos poucos lugares bonitos da cidade); Quartier
Européan (Bairro Europeu, onde, além do Mercado Municipal,
com grande variedade de frutas frescas e secas, há uma enorme
concentração de cafés e docerias, que oferecem deliciosos
salgados e doces árabes e europeus); Parc de la Ligue Arabe
(o maior parque da cidade, que, a despeito de exibir um layout
tipicamente francês, possui uma flora mais próxima dos
exemplares africanos, sendo um bom lugar para relaxar e tomar
um café; abriga, também, o Parque de Diversões Yasmina, que
não chega a ser nenhum Playcenter...); Catedral Sacré-Coeur
(situada numa das esquinas do Parc de La Ligue Arabe, em
estilo Art Déco, deixou há muito de ser um templo sagrado,
estando reservado para o seu futuro a instalação de um
centro cultural); Sidi Abderrahman (rochedo próximo às
praias de 'Ain Diab que, com a maré alta, fica totalmente
isolado do continente, e onde situa-se o Mausoléu de Sidi
Abderrahman; apesar do acesso ao templo não ser permitido a
não-muçulmanos, o local, em si, é muito bonito). 6. RABAT: Tour Hassan (resta apenas uma torre de 44m, do que era para ter sido o mais alto minarete do mundo islâmico; da mesquita, destruída por um terremoto em 1755, restaram somente os pilares); Mausoléu de Mohammed V (situado ao lado da Tour Hassan, contém os restos mortais do pai do atual rei); Kasbah des Oudaias (é totalmente desnecessário adotar um guia, já que, entrando pela enorme "Bab Oudaia" - Porta -, é só seguir pela Rue Jamaa - a principal - até chegar ao terraço, de onde se descortina uma bonita vista das praias de Rabat; à sua esquerda, encontra-se a antiga mesquita, datando do século XII; nos seus limites, situam-se também o Museu de Arte Marroquina, o Jardim Andaluz e o Cafè Maure, que, com uma bela vista do rio e do mar, serve refrigerantes e doces típicos.); Chellah (necrópole construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana Sala Colônia; Museu Arqueológico (sem dúvida, o melhor museu do Marrocos); Palácio Real. |