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Considerações sobre o
Estágio Curricular - Fev/04 |
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A universidade é um laboratório vivo de novos talentos, de novas expressões da
modernidade e do desafio em apresentar uma maneira de pensar diferente do
pré-estabelecido pelas empresas e locais onde os futuros egressos irão
trabalhar.
Este pensamento deve ser considerado pelos alunos, como uma forma de
contribuição para o avanço administrativo e tecnológico do mercado produtivo.
Sempre ficamos preocupados com as experiências revolucionárias, no campo da
educação, mas elas podem abrir horizontes desconhecidos para a indústria. A
escola é uma incubadora em constante ebulição e que deve trazer em sua
filosofia, o compromisso com a modernidade ou pelo menos traçar o caminho da
excelência no aprimoramento dos alunos.
Assim, o estágio é o momento de percepção pelo aluno de que aprendeu o desejado
pelo mercado mas que possui ferramentas pensantes de mudança. O estágio traz
hoje a marca de uma mão de obra que aceita facilmente o desafio de ingressar no
escuro, sabendo-se levantar e tendo a flexibilidade desejada para cumprir o
papel importante, do devir.
As empresas que aceitam estagiários não podem encará-los como mão de obra barata
e bem qualificada mas devem entender que os mesmos estão cheios de idéias e
famintos para realizá-las, o que demonstra que em algum momento poderão propor
modelos de gestão capazes de preparar um futuro promissor para os
empreendimentos. A oportunidade de se ter um trainee dentro de uma corporação é
impar, já que se bem orientado, ele brevemente integrará o quadro funcional com
as ferramentas da flexibilidade e da inovação capazes de produzir uma nova
realidade empresarial.
Sempre me questionei de como seria um estágio ideal: pré-estabelecido, com
inserções em diversas áreas? Setorial, aproveitando características intrínsecas
do aluno? E em que época da vida do estudante deve ser iniciado? Hoje, tenho uma
resposta: desde os primeiros períodos, para aproximar o aluno da realidade
laboral e possibilitar que ele seja um agente da inovação. Ele pode inclusive
salvar empresas.
Se o ambiente real é a melhor forma de se colocar na prática os conhecimentos, o
ambiente virtual se apresenta como um caminho interessante. Faço alusão à
criação de cenários virtuais de empreendimentos turísticos, na Internet, com a
parceria do trade turístico, onde os alunos poderão vivenciar situações, antes
do estágio. Quero crer que somente com esta visão, poderemos sair deste turismo
estagnado sem mudanças circunstanciais, nos últimos dez anos.
Vamos continuar andando pelo sonho continuo destes jovens que querem triunfar,
mas entendendo que carregam internamente uma oportunidade única de melhorar
nossa atuação...
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