|
Artigos |
Evoluindo de turista
para viajante, uma mudança necessária - Jul/05 |
Voltar |
Pelo titulo do
presente, podemos indagar. Porquê o turista é considerado melhor quando chega ao
patamar do viajante?
Um dos pontos altos da pergunta é a terminologia da OMT para demarcar em
pesquisas e contar a entrada e/ou saída de divisas através de sua definição.
Em nenhum momento encontramos em tal definição algo que indique a
inteligibilidade do turista, pelo contrario o mesmo é conceituado para tão
somente facilitar na sua transformação em números e estatísticas.
O interesse da OMT quando o define, é o de somente facilitar os paises nas
contas satélites do turismo, ou seja, somente em demonstrar quanto
economicamente ele é viável ou inviável para o local onde se hospeda.
Falando em hospedagem, podemos falar também em transportes, e dizer que esses
dois produtos/serviços são o que interessam aos turistas assim como a diversão
e/ou sossego (dos próprios), mas viajar é algo muito mais inteligente.
A inteligência a que me refiro, é o refinamento que o viajante possui em
contraste com o turista que viaja a lugares onde lhe serão concedidos status em
seu meio social, e convívios com pessoas do seu mesmo nível socioeconômico que
lá estarão presentes fazendo da viagem ao destino escolhido uma reunião de
felizes alienados. Porem, o viajante dificilmente será visto nesses locais onde
o número de pessoas por metro quadrado é algo insuportável e em certo ponto
irracional, e se por algum motivo ele for encontrado por lá não será visto
utilizando os mesmos equipamentos da massa de alienados.
O viajante é uma categoria de pessoas, inteligentes do ponto de vista cultural,
de quanto uma viagem pode enriquecê-lo pessoalmente, pois alem da beleza cênica
do local, a riqueza do seu povo da o toque diferencial no local visitado, que já
fora de antemão pesquisado não tornando necessária a compra de pacotes de
viagem, uma vez que o roteiro e o tempo da estadia, estão de acordo com sua
disponibilidade, e sua necessidade em conhecer e desfrutar da mais autentica
troca de culturas e valores.
Creio que essa é a grande essência do turismo. E por mais que teorias e novos
meios de gestão do turismo sejam preconizados por estudiosos que já defenderam o
que acabei de dizer, a essência do fenômeno e as pessoas que os praticam de
forma sabia irá continuar a existir, e nosso papel de viajantes e estudiosos do
turismo será mostrar as pessoas o quanto bom e gostoso é viajar.
Por mais, que o futuro do turismo de massa industrial seja os postulados do pós
– turismo, onde um mundo artificial é reproduzido, e as experiências por ele
provocada, são seus atributos qualitativos, propulsores de novos deslocamentos,
haverá ainda aqueles seres sábios e chamados de velhos pensadores, que farão de
suas vidas um exemplo na difusão das idéias de um turismo edificante e não de um
turismo no qual os coronéis do turismo revestidos de novas teorias e
denominações almejam.
Lutaremos até o fim contra o obscurantismo e a fraqueza intelectual, com que o
turismo é tratado e gerido e com que turistas são tratados (e até gostam) e
facilmente convencidos.
Como gostamos de frisar aos que nos perguntam: não estudamos para fazer parte
deste mercado turístico atual, e sim para ultrapassá-lo com méritos no lugar do
apadrinhamento, com profissionalismo no lugar do amadorismo e com inteligência
no lugar da burrice.
Autor:
Daniel da Rocha
Ramos
Estudante de Turismo da Faculdade Estácio de Sá de Vitória, ES.
|

|
Mande o seu artigo também,
clicando na cartinha
ao lado, e promova seu
trabalho expondo-o aqui! |
|
 |
|