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Postura Didadã = Turismo
Consciente -
Nov/04 |
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Turismo,
fenômeno pensado estudado e trabalhado, por acadêmicos,
pesquisadores e profissionais respectivamente interessados na
dinâmica do fenômeno social de enorme impacto principalmente
na economia onde o fenômeno se concretiza. Porem somos
obrigados a tocar na tecla de que o Turismo, não é só
movimento econômico, é movimento e alteração em diversos
sub-sistemas, como conceituou Mario Beni, mas como gostam de
tratar os economistas e ainda alguns empresários do setor.
Vimos ao longo do tempo o fenômeno se desenrolar e surgirem
seus primeiros defensores e críticos, cada um com a sua
retórica, os defensores na sua grande maioria com o discurso
do aumento de divisas e geração de empregos advindos do
Turismo, e os críticos comparando o Turismo com as pragas de
gafanhotos e culpando o Turismo, pela degradação social,
cultural e ambiental de municípios em que o fenômeno Turístico
se dinamiza. Em meio as duas alas, os defensores e os
críticos, viram-se a necessidade de mediar tal discussão e ser
realista quanto ao Turismo planejado e praticado no Brasil e
no Mundo, apoiando em partes os discursos de ambas as partes.
De certo o Turismo traz emprego e renda, porem, existe a
necessidade de melhor distribuir esses benefícios, e é fato
que se o Turismo for intencionalmente ou ingenuamente mal
planejado acabará com a sociedade, a cultura e os recursos
naturais locais, trazendo danos muitas vezes irreversíveis a
população local.
Com esses impasses já em um estagio publicamente evidenciado
por autores e autoridades no trato do Turismo, buscou-se no
jargão do desenvolvimento (utópico) sustentável, o modelo de
Turismo ideal, fortemente influenciado pela Conferencia RIO-92
e depois a Conferencia RIO+10. Os modelos de sustentabilidade
do Turismo foram e ainda são as grandes vedetes Atuais do
Turismo usadas desde estudantes passando por professores,
autores e até por órgãos púbicos oficiais de Turismo.
Por se tratar de um assunto altamente em evidencia não cabe
aqui maiores detalhes sobre o conceito de sustentabilidade,
mas vamos refletir.Um planejamento sustentável em muito
auxiliaria, um núcleo turístico, no aumento de seu tempo de
via útil, e nas condições de vida da população autóctone.
Porem o programa de sustentabilidade serve para o núcleo
receptor, o que não quer dizer que o turista ira, ter no local
atitudes sustentáveis, ou seja, do que adianta planejarmos um
espaço para receber formigas e na pratica recebermos
elefantes. A questão de responsabilidade social, cultural e
ambiental, ultrapassa os modelos de sustentabilidade e chega a
uma postura cidadã, por parte do visitante, que mesmo que
esteja em visita, a um núcleo receptor onde não se tem
respeito aos pilares da sustentabilidade, social, cultural e
ambiental age de maneira consciente e cidadã. Pois não adianta
planejarmos o Turismo de forma justa com a sociedade e a
natureza local, e recebermos os turistas que não possuem
consciência alguma no que diz respeito ao local que estão
visitando, e sua fragilidade seja ela social, cultural ou
ambiental.
Usando os ensinamentos de um dos primeiros sociólogos do
Turismo o suíço KRIPENNDORF, o homem, não é um ser divisível,
que pode se dividir em homem trabalho, homem família e homem
turista, por mais longe que seja o local visitado, ele nunca
ira se distanciar dele mesmo. Então o fato de se estar em um
ambiente, em que se pratica o Ecoturismo, não garante que o
turista ira se comportar como um ecoturista (contemplador da
natureza), mas sim pode ele com seus maus hábitos, comprometer
todo um planejamento.
Então, conclui-se que tão importante quanto um novo modelo de
Turismo, é a busca em nos tornarmos seres humanos mais
sensíveis, as questões sócio-ambientais, para então começarmos
a praticar um novo modelo de Turismo, pautado na cidadania.
Este texto continua em:
E nós
estudantes o que estamos fazendo? (parte II)
Autor:
Daniel da Rocha Ramos
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