A partir de 1994, com o governo de Fernando Henrique Cardoso, começou-se a pensar no turismo como um setor estratégico e capaz de gerar renda e novos empregos. Através de parcerias com os estados, municípios e setor privado foi implementada a Política Nacional de Turismo e a criação do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. O governo implantou o programa “Avança Brasil” que continha 24 programas nacionais para o setor de turismo com investimentos de US$ 650 milhões e possibilidade da criação de cerca de 500 mil novos empregos. No período do primeiro mandato de Fernando Henrique, houve um faturamento direto e indireto de US$ 38 bilhões, gerando cerca de 5 milhões de novos empregos.
Como os investimentos devem ser feitos na infra-estrutura e o turismo é um fato econômico e social, ao fazer investimentos na área o governo não só favorecerá a economia do país mas melhorar o nível de vida do brasileiro aumentando o número de empregos e diminuindo a desigualdade social. Depois do fatídico 11 de setembro e do aumento das hostilidades entre países do Oriente Médio, Estados Unidos e Europa, analistas declaram que como o Brasil está longe da rota dos bombardeios, tem a oportunidade de ser um dos destinos preferidos dos turistas junto com nossos vizinhos sul-americanos, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e China. Claro, as agências de turismo tiveram uma grande queda na venda de pacotes nacionais, principalmente para o nordeste. Com isto alguns empresários elevaram seus preços internos, sem justificativa, tentando obter lucro fácil com turistas que decidiram viajar internamente. Desde que os preços reflitam em uma base, com uma boa qualidade de prestação de serviços, o momento atual propicia um efetivo e bem sucedido desenvolvimento do mercado turístico nacional. Reportagem: Wagner Vieira |