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Espanha nasceu numa batalha. Nasceu em Covadonga.
A história dos árabes na Espanha é totalmente ligada à da reconquista, essa
luta constante, ferrenha, mística que os espanhóis lutaram durante sete
séculos para defender o seu território e atingir uma nação como a que
atualmente se conhece, ao menos no sentido geopolítico.
No ano 711, durante a Batalha de Guadalete, os árabes entram na península
ibérica, estendendo seus domínios rapidamente. A reação espanhola é imediata
e no 722 inicia-se a Reconquista com a Batalha de Covadonga, em Oviedo, sob
as ordens de Dom Pelayo.
Covadonga
(em asturiano: Cuadonga) é uma vila no noroeste de Espanha, perto da
montanha dos Picos de Europa, onde os cristãos da Espanha venceram uma
batalha contra os Mouros, cerca de 718 e 725. Esta foi à primeira vitória do
Cristianismo ibérico sobre os mouros ocupantes, que ganhou um significativo
simbolismo. Atualmente é um santuário.
Nas montanhas das Astúrias, no norte da península, um príncipe visigodo -
Pelayo - refugiou-se numa gruta (Covadonga) com um pequeno número de fiéis
dispostos a morrer, em batalha. Em Covadonga, eles se instalaram com uma
imagem da Virgem Maria.
Conta e história que a Virgem Maria estava numa gruta e fortaleceu os fiéis
a para lutar contra os mouros. Na gruta, em Covadonga, nasceu a Espanha.

De Covadonga partiu Pelayo com
seus homens, para atacar os mouros. A vantagem numérica dos árabes não lhes
adiantava muito, pois tinham que penetrar numa gruta cuja entrada era
estreita e difícil. Em meio ao combate, houve um terremoto e parte da
montanha desabou, soterrando - dizem - um terço dos mouros atacantes. O
triunfo de Covadonga, em 718, fez com que Pelayo fosse proclamado rei das
Astúrias.

Pelayo e seus soldados continuaram a guerrear com os mouros. Era a guerra da
Reconquista, que, iniciada com a invasão árabe, em 711, prosseguiria até a
expulsão total dos maometanos em 1492.
Entre o que mais destaca em Covadonga está a gruta da Virgem das Batalhas,
conhecida também como A Santina. Trata-se de uma peça em madeira talhada do
século XVIII que permanece sobre um altar decorado com esmaltes. Cada ano, o
8 de setembro celebram-se peregrinações para este santuário. O Museu da
cidade oferece ao público objetos da Reconquista e da devoção à virgem como
são a coroa de mais de mil brilhantes.

Santuário de Covadonga, um local de peregrinação onde encontramos centenas
de fieis pagando suas promessas. |
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